terça-feira, 21 de maio de 2013


Dicas de alimentação para gatos

Os gatos, são carnívoros estritos. No ambiente natural, felinos se alimentam quase que exclusivamente dos tecidos de suas presas. Ao longo de sua evolução, a natureza os sofisticou para esse tipo de alimentação. Quer ver? Os dentes dos gatos não são próprios para mastigar, e sim para morder, arrancar e triturar carnes e ossos.
Portanto, proteína em níveis generosos é algo a se valorizar nos rótulos das rações. Mas o simples fato de haver na fórmula um teor de proteína bruta adequado (ex: 30%) não enaltece o produto. 

ENTÃO, OLHO NO RÓTULO: quanto mais ingredientes de origem animal, melhor. E quanto menos subprodutos de grãos, melhor. Por exemplo: uma ração contendo “carne de frango”, “hidrolisado de gordura suína”, “farinha de peixe”, “óleo de peixe”, “farinha de fígado”, “farinha de carnes e ossos” e um mínimo de grãos; é superior àquela que cita apenas um ou dois ingredientes de origem animal, sendo todos os outros de origem vegetal (“óleo de canola”, “semente de linhaça”, “glúten de milho” etc).
Em geral, quanto mais barata é a ração, menos produtos de origem animal entram nela, por serem mais caros do que seus “similares” vegetais. E rações para gatos que contenham excesso de carboidratos predispõem à , o que favorece o surgimento de diabetes e problemas hepáticos bastante sérios. Além disso, a presença massiva de vegetais torna a urina do bichano mais alcalina, o que pode causar cistites e formação de cálculo urinário que obstruem a uretra. Para prevenir essa alcalose alguns fabricantes incluem acidificantes. O problema é que há acidificantes potentes o bastante para provocar o efeito inverso ao desejado: a acidificação excessiva da urina, o que pode levar o gato a ter outros problemas.

Quem não tem condições de bancar uma ração tida em nosso mercado como top, pode optar por um produto mais em conta e enriquecer as refeições com pedacinhos de ovo de codorna moderadamente cozido (ou cru, mais nutritivo), peixes comprados frescos e servidos crus ou moderadamente cozidos (enlatados contêm excesso de sódio e óleo de soja, que está associado a alergias nos pets), além de pedacinhos de carnes cruas (de aves, boi, suíno etc) e fígado cru. O coração de boi e também o de galinha são fontes especialmente ricas em taurina, aquele aminoácido tão importante para os olhos e coração dos felinos.
Mas atenção: a taurina natural só está presente em quantidades apreciáveis nas carnes, coração e vísceras cruas. Cozinhou, perdeu a taurina.

DICA:
E aí entra outro ponto importante, o da veiculação do protozoário causador da polêmica toxoplasmose. Para não correr esse risco, nem pense em chegar da feira ou do açougue e atirar pedaços de carnes cruas frescas ao bichano. Para inativar esse protozoário e outros parasitos comumente encistados na carne, submeta carnes e vísceras ao congelamento em freezer por um mínimo de 3 dias, ou em congelador por um mínimo de 5 dias. Aí sim, esses alimentos estarão prontos para serem oferecidas aos miaus com segurança.  Até 30% da dieta comercial do gato pode ser substituída por pedacinhos de ovos, fígado, peixes e carnes.

LEMBRE-SE: 
Não podemos dar cebola nem alho aos gatos, nem temperar alimentos com cebola e muito menos oferecer papinhas comerciais para bebés, que são muito salgadas e podem conter cebolas. Mesmo uma quantidade pequena de cebola e de alho pode causar anemia grave nos gato.

Site Cachorro Verde, Sylvia Angélico.

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